Conan, o Cimério
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IN MEMORIAM - Por H. P. Lovecraft

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IN MEMORIAM - Por H. P. Lovecraft

Mensagem por KINGCONAN em Ter Out 18, 2011 7:51 am


A súbita e inesperada morte a 11 de Junho (1936) de Robert Ervin Howard, autor de fantásticos contos de uma vivacidade incomparável, representa a maior perda da ficção desde o falecimento de Henry S. Whitehead há quatro anos atrás.O Sr. Howard nasceu em Peaster, Texas, a 22 de Janeiro de 1906, com idade suficiente para ter assistido à ultima fase dos pioneiros do sudoeste - o colonizar das grandes planícies e do vele do Rio Grande, e a espectacular ascensão da indústria do petróleo e o "boom" das cidades. O pai dele, que viveu para ver a morte do filho, era um dos pioneiros, um médico da região. A sua família viveu no Sul, Este, e Oeste do Texas, e no Oeste de Oklahoma; nos últimos anos em Cross Plains, perto de Brownwood, Texas. Criado no ambiente da fronteira, o Sr. Howard cedo se tornou um adepto das suas tradições homéricas viris. O seu conhecimento da sua história e das tradições do povo eram profundas, e as descrições e reminiscências contidas nas suas cartas particulares ilustram a eloquência e o poder com que continuaria a sua escrita se tivesse tido uma vida mais longa.
O Sr. Howard vinha de uma família de plantadores do Sul - de origem Escocesa-Irlandesa, a maioria dos seus antecessores viviam na Geórgia e Carolina do Norte no século XVIII.Começando a escrever aos quinze anos, o Sr. Howard publicou a sua primeira história três anos mais tarde quando era estudante no Howard Payne College em Brownwood. Esta história "Lança e Presa", foi publicada no Weird Tales em Julho de 1925. Obteve uma maior notoriedade com a novela "Wolfshead" na mesma revista em Abril de 1926. Em Agosto de 1928, começou os contos de "Salomão Kane", um Puritano inglês de impiedosos duelos cujas aventuras o levaram aos lugares mais invulgares do mundo - incluindo as desconhecidas e assombrosas ruínas de cidades dos primórdios em selvas africanas.
Com estes contos o Sr. Howard atingiu o que provou ser um dos seus feitos mais eficazes - a descrição de cidades megalíticas do mundo antigo, sob cujos labirintos e torres negras se escondia uma áurea de medo pré-humano e necromancia que nenhum outro escritor poderia imitar. Estes contos também marcaram o desenvolvimento dessa habilidade do Sr. Howard e o gosto pelo conflito sanguinário que se tornou tão típico do seu trabalho. Salomão Kane, como outros heróis do escritor, fora concebido enquanto jovem, muito antes da sua incorporação em qualquer história.Sempre um estudante entusiasta da antiguidade celta e de outras fazes da história remota, o Sr. Howard começou em 1929 - com "The Shadow Kingdom", em Agosto no Weird Tales - a sucessão de histórias do pré-histórico mundo pelo qual rapidamente se tornou famoso. Os primeiros contos descreviam uma era muito antiga na historia da humanidade - quando Atlântida, Lemúria, e Mú estavam acima do nível do mar, e quando as sombras dos pré-humanos homens-répteis, apareciam em cena. Entre estes, a figura central era o Rei Kull da Valúsia. No Weird Tales de Dezembro de 1932, saiu o "The Phoenix on the Sword" - o primeiro dos contos do Rei Conan, o cimério, que apresentou um mundo pré-histórico mas em data posterior; há cerca de 15.000 anos, precisamente antes dos primeiros leves vestígios de história registados.
O extenso conteúdo e a consistência com que o Sr. Howard desenvolveu este mundo de Conan nas suas histórias posteriores é bem conhecido de todos os fãs da fantasia. Para sua própria orientação, ele preparou um esboço "quasi-histórico" de infinita inteligência e imaginação fértil - agora uma série publicada no The Phantagraph conhecida pelo nome de "Era Hiboriana". Entretanto o Sr. Howard tinha escrito muitos contos pictos e celtas, incluindo uma notável série de contos há cerca do chefe Bran Mak Morn. Poucos leitores alguma vez esquecerão o hediondo e contagiante poder da macabra obra "Worms of the Earth", publicado no Weird Tales de Novembro de 1932. Outros poderosos contos de ficção não estão incluídos em nenhuma série - entre eles o memorável "Skull Face", e uns poucos contos distintos passados no tempo moderno, tais como o recente "Black Canaan", com o seu cenário regional genuíno e a sua contagiante imagem de horror que acompanha todos os recantos sombrios, penumbras amaldiçoadas, e os pântanos repletos de serpentes do longínquo sul da América.Fora do campo da fantasia o Sr. Howard era surpreendentemente prolífero e versátil.
O seu intenso interesse pelo desporto - algo que está provavelmente ligado ao seu amor pelo conflito primitivo e pela força - levou-o a criar o premiado herói "Sailor Steve Costigan", cujas aventuras em distantes e curiosos lugares, maravilharam os leitores de muitas revistas. As suas novelas de cariz oriental revelaram ao extremo a sua mestria nas românticas aventuras de capa-e-espada, enquanto os seus frequentes contos da vida no Oeste - tais como as séries "Breckenridge Elkins" - revelavam a sua crescente habilidade e inclinação para reflectir os cenários com que estava directamente familiarizado.A poesia do Sr. Howard - misteriosa, guerreira, e aventurosa - não era menos notável do que a sua prosa. Tinha o verdadeiro espírito da balada e do épico, e era marcada por um pulsante ritmo e potente imaginário de uma qualidade extremamente distinta. Muita da poesia, em forma de supostas citações de escritas antigas, servia para encabeçar os capítulos das suas novelas. É pena que nenhuma colecção tenha sido publicada, e apenas podemos esperar que tal coisa possa ser postumamente editada e contextualizada. O carácter e os feitos do Sr. Howard foram únicos. Ele era, acima de tudo, um amante da simplicidade do mundo antigo, da barbárie e dos pioneiros, quando a coragem e a força tomavam o lugar da subtileza e dos estratagemas, e quando uma dura e destemida raça batalhou e sangrou sem pedir nada à hostil natureza. Todas as suas histórias reflectem esta filosofia, e dela extraem uma vitalidade que se pode encontrar em poucos escritores da sua época.
Ninguém escrevia mais convincentemente sobre violência e sangue derramado, e as suas descrições de batalhas revelavam uma aptidão instintiva para tácticas militares que lhe trariam distinções em tempos de guerra. Os seus verdadeiros dons eram ainda superiores ao que os seus leitores poderiam supor, e se tivesse vivido teria sido mais fácil de deixar a sua marca na literatura séria com algum épico do seu amado Sudoeste.É difícil descrever exactamente o que fez com que os contos do Sr. Howard se destacassem de forma tão pronunciada; mas o verdadeiro segredo é que ele próprio se encontrava em todos eles, quer fossem ostensivamente comerciais ou não.
Ele era mais do que qualquer politica lucrativa que pudesse adoptar - pois mesmo quando aparentemente fazia cedências a críticos e editores de estilo Mammon, ele tinha uma força interior e sinceridade que quebrava a superfície e impunha o seu cunho pessoal em tudo o que escrevia. Raramente, se é que alguma vez o fez, criou uma personagem vazia ou mesmo uma situação, e depois os deixou dessa forma. Depois de concluir, tinham sempre mais um tom de vitalidade e realidade do que uma política editorial popular - bebia sempre em algo da sua experiência pessoal e conhecimento da vida em vez de superficialidades estéreis. Não só sobressaía em imagens de luta e carnificina, como também estava praticamente sozinho na sua habilidade de criar emoções reais de medos espectrais e suspense. Nenhum autor - mesmo nos mais humildes campos da literatura - pode verdadeiramente sobressair a menos que leve o seu trabalho muito a sério; e o Sr. Howard levava, mesmo nos casos em que conscientemente achava que não o fazia.
Tal artista genuíno, falecer enquanto centenas de copiadores desonestos continuam a forjar falsos fantasmas e vampiros e naves espaciais e detectives do oculto, é uma triste ironia cósmica. O Sr. Howard, familiarizado com muitas facetas da cultura do Sudoeste, vivia com os seus pais numa vila semi-rural de Cross Plains, Texas. A escrita era a sua única profissão. Os seus gostos na escrita eram abrangentes, e incluíam pesquisa histórica de notável profundeza em campos tão distintos como o Sudoeste Americano, a Grã-bretanha e a Irlanda pré históricas, e o mundo pré-histórico Oriental e Africano. Em literatura preferia o viril ao subtil, e repudiava o modernismo completamente. Jack London era um dos seus ídolos. Era um liberal na política, e um adversário amargo de qualquer tipo de injustiça social. Os seus passatempos favoritos eram o desporto e as viagens - a última dava sempre azo a maravilhosas cartas descritivas repletas de reflexões históricas.
O humor não era a sua especialidade, embora tivesse por um lado um apurado sentido de ironia, e por outro um bom coração, cordialidade, e sociabilidade. Apesar de ter numerosos amigos, o Sr. Howard não pertencia a nenhum grupo literário e considerava aberrantes todos os cultos de afectação "artística". A sua admiração era dedicada à força de carácter e força física mais do que à proeza escolástica. Com os seus companheiros escritores no campo da fantasia ele correspondia-se intensamente e interessantemente, mas nunca conheceu mais do que um pessoalmente: o talentoso E. Hoffmann Price, cujos variados feitos o impressionaram profundamente.
O Sr. Howard tinha quase um metro e oitenta de altura, com uma estrutura massiva de um lutador nato. Ele era, salvo os seus olhos azuis celtas, de aparência morena; e nos anos mais tardios pesava cerca de noventa quilos. Sempre um discípulo da impetuosidade e vida enérgica, alvitrava mais do que a sua personagem mais famosa - o intrépido guerreiro, aventureiro, conquistador de tronos, Conan, o cimério. A sua perda com a idade de trinta anos é uma tragédia de primeira magnitude, e um forte golpe do qual a ficção fantástica não vai recuperar tão cedo. A biblioteca do Sr. Howard foi doada ao colégio Howard Payne, onde formará o núcleo da Colecção Memorial de livros, manuscritos e cartas de Robert E. Howard. H. P. Lovecraft

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As pessoas espalhavam pó de ouro diante das patas do meu cavalo;
mas agora que sou um grande rei,as pessoas perseguem meus passos, com veneno na minha taça de vinho e punhais ás minhas costas."
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Re: IN MEMORIAM - Por H. P. Lovecraft

Mensagem por Josey Wales em Ter Out 18, 2011 8:22 am

Crom...

Obrigado por compartilhar com a gente esta homenagem/análise de Lovercraft... vou colocar uma foto para o tópico... e vou publicar-la no portal também.


Para o Howard... só tenho a dizer que... você foi cedo demais seu cão dos infernos. Cedo demais.

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Re: IN MEMORIAM - Por H. P. Lovecraft

Mensagem por Stigmata em Ter Out 18, 2011 10:19 pm

" Em literatura preferia o viril ao subtil, e repudiava o modernismo completamente. Jack London era um dos seus ídolos. Era um liberal na política, e um adversário amargo de qualquer tipo de injustiça social. Os seus passatempos favoritos eram o desporto e as viagens - a última dava sempre azo a maravilhosas cartas descritivas repletas de reflexões históricas.
O humor não era a sua especialidade, embora tivesse por um lado um apurado sentido de ironia, e por outro um bom coração, cordialidade, e sociabilidade. Apesar de ter numerosos amigos, o Sr. Howard não pertencia a nenhum grupo literário e considerava aberrantes todos os cultos de afectação "artística". A sua admiração era dedicada à força de carácter e força física mais do que à proeza escolástica. "


so esse trecho ja diz tudo, o cara era a encarnacao de nosso querido barbaro. Pena q so pode demosntrar isso atraves de seus livros hehe

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Re: IN MEMORIAM - Por H. P. Lovecraft

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