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Conan - o Enigma do Aço

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Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Josey Wales em Qui Jan 26, 2012 7:20 am

Conan - o Enigma do Aço



Mais uma reflexão tarantiniana sobre o filme Conan, the Barbarian 1982.

O que é o enigma do aço? Não podemos confundir este aspecto da mitologia de Conan com o segredo da fabricação do aço. No tempo fictício das aventuras de Conan, a tecnologia dominante era a da idade do Bronze, mas encontra-se num estado decadente devido à destruição da Atlântida. É possível que os territórios em que Conan viajava, fizessem parte de uma fronteira ou posto avançado da civilização perdida, que teria tecnologia superior. Esta hipótese parece ser apoiada pela descoberta, no filme, de uma ruína/túmulo onde o herói encontra uma Atlantean sword, que é feita de aço. Resta saber se os cimérios aprenderam a fabricar aço pelos atlantes, ou são um resto do povo mítico. Numa nota um pouco diferente, é de perguntar se os atlantes podem ser identificados com os gigantes da mitologia dos cimérios, derrotados por Crom com "fogo e vento dos céus" que fizeram "tremer a terra" e "lançaram os gigantes às águas".

O enigma do aço é diferente. Embora os cimérios, como qualquer grupo em posse de um segredo, não separem o enigma das potencialidades da tecnologia do respectivo segredo "industrial" (cf. as guildas de pedreiros da Idade Média), reconhecem o mistério da disciplina do aço.
Thulsa Doom explica - antes de crucificar Conan - que este segredo reside na indiferença do aço. O segredo está no braço e na mente que dirigem a espada, e não na própria espada. Como diz o pai de Conan, podemos confiar no aço. Ele corta sempre e, por isso, é mais confiável do que qualquer ser humano. Tal como os cimérios não usam o seu exclusivo da produção de aço agressivamente, também a mente harmoniosa não anseia poder, embora conserve o aço fiel, e as sociedades sãs mantêm forças de defesa. Thulsa Doom, sábio como é, teve a epifania de que a mente nua é mais perigosa que uma espada (com persuasão, argumentação, mistificação, etc.), mas tem sempre uma arma por perto. A diferença entre os dois (neste aspecto) é que Doom menospreza a mente de Conan, e este aprende com ele.


A barbárie de Conan não é tão profunda como se possa pensar. Na verdade, após um olhar um pouco mais cuidadoso, o título português do filme (Conan E os bárbaros) parece mesmo bastante adequado. Porquê? O filme, como os contos de Robert E. Howard mostra que o herói é mais do que um assassino bárbaro com uma vida de solidão povoada de deuses funestos, vilões poderosos e “femmes fatales”. Na verdade, Conan é um personagem complexo, atirado para uma vida improvável por deuses e homens.

Há três pontos fundamentais para a mitologia do filme. O primeiro é o momento em que o pai de Conan lhe explica a teogonia de Crom e dos titãs. As semelhanças com a mitologia grega e a ascensão dos deuses do Olimpo são completas, com a excepção do aspecto crucial que faz dos cimérios de Howard um povo especial: os deuses perderam o segredo da fabricação do aço, agora nas mãos dos humanos. Desde então, os cimérios são invejados pela sua técnica metalúrgica por deuses e homens, e desenvolveram uma afinidade reverencial com as armas que evoca as técnicas de esgrima japonesa. Aparentemente, parece ser o desejo de armas que leva Thulsa Doom a arrasar a aldeia natal de Conan.

O segundo ocorre na altura em que Conan discute mitologia (teologia) com o seu novo amigo arqueiro. Este diz que reza aos quatro ventos e acredita que o seu deus é superior a Crom, porque habita no céu infinito enquanto este habita num assento terrestre (uma montanha). A oposição aqui é entre um deus celestial, omnipresente, e um deus espectador, sentado no seu trono nas montanhas à espera de uma oportunidade para passar julgamento.

O terceiro momento é a oração de Conan a Crom. Poucos lhe chamariam uma oração. É mais uma chantagem, em que Conan diz que um deus não serve para nada se não nos ajudar quando mais precisamos.


Fonte: texto encontrado na net pelo Rogério de fonte desconhcida. Aparentemente é de um original em inglês.

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Rogerio Rocha em Qui Jan 26, 2012 9:08 am

O Thulsa Doom menosprezou o enigma (charada) do aço, achando que o poder que tinha sobre a mente das pessoas era mais forte, porém no final do filme Conan lhe decepou a cabeça e mostrou que realmente o poder do aço era mais forte, e quem soubesse manejá-lo e contruí-lo, consequentemente deteria o poder sob os demais, através da técnica de manejar essas armas.

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Talvez tenha acontecido o mesmo quando os povoados que descobriram o manejo de armas de fogo, subjugaram outros que utilizavam espadas, arcos e flechas, etc...

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Rogerio Rocha em Qui Jan 26, 2012 9:13 am

Filosofia e Mitologia pura, abaixo o trecho onde Corin fala ao jovem Conan sobre o Enigma do Aço.


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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Josey Wales em Qui Jan 26, 2012 10:08 am

de boa... pra mim o enigma é a vontade... o "espirito" (no sentindo psique da palavra). A espada quebra... a cabeça de thulsa doom rola... mas a vontade do cimério é imbativel. Pra mim esta era a grande charada...

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Siegfried em Qui Jan 26, 2012 11:01 am

Bem, na minha humilde opinião, conceitos como os de Nietzche estão bastante á frente além da frase intródutória do filme (que é apenas síntese toda o constructo emocional do personagem-título)

Esta memorável sequência do vídeo, representa de forma estilizada as bases filosóficas do "herói interior" do Nietzche, no ponto em que o menino aprende com o pai a simplicidade humana e o vínculo meramente simbólico e tacitamente intangível destes com os "Deuses" que povoam o imaginário social dessa sociedade distante de nós pela largura do tempo (na verdade nada mais que a maneira de representar as assertivas como "Nós matamos deus" onde o homem coloca a ciência no lugar de Deus na aurora do XIX segundo o alemão)

O "herói" nasce do desprendimento das figuras metafísicas responsáveis pela realidade produzidas no imaginário humano, e dá lugar a fé e crença na PRÓPRIA existência e capacidade de dominar e subjugar tanto o meio e transformá-lo en vantagem (como a descoberta do enigma do metal para fim bélico) quanto a compreender a concretude psíquica de seus iguais para não ser subjugado por eles.

Para mim o enigma do aço, é um símbolo da própria mentalidade EMANCIPADA do bárbaro de todos os grilhões teológicos e psicológicos do meio que o cerca (podes falar com deus, mas eu com uma espada quebrada, corto-lhe a cabeça), emulando assim o "herói interior", ou o pensamento de cunho existencialista de Nietzche, este sim o "aço" do filósofo

*A nível comparativo, há uma obra bastante emblemática e interessante para entender a figura pessoal do próprio NIETZCHE: o filme "When Nietchze wept" (Quando Nietzche Chorou)

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Siegfried em Qui Jan 26, 2012 11:10 am

Em tempo: só pra não perder o embalo, reitero também o que expus na TAVERNA, este belo texto transferido para cá pelo Walles, pela maneira como explica o progresso narrativo da película, lembra bastante A GUERRA DO FOGO se pensarmos o enigma do aço como saber teconlógico de poucos, assim como era no filme sobre os Sapiens e Neandertais

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Josey Wales em Qui Jan 26, 2012 11:42 am

Siegfried escreveu:
O "herói" nasce do desprendimento das figuras metafísicas responsáveis pela realidade produzidas no imaginário humano, e dá lugar a fé e crença na PRÓPRIA existência e capacidade de dominar e subjugar tanto o meio e transformá-lo en vantagem (como a descoberta do enigma do metal para fim bélico) quanto a compreender a concretude psíquica de seus iguais para não ser subjugado por eles.
ta bem mais elaborado do que eu disse... rsrsrs... mas é mais ou menos por ai que eu quis dizer quando usei as palavras "vontade" e "espirito". Acho que vc traduziu melhor o que eu sinto a respeito disto. De certa forma eu quiz dizer... o bárbaro tem uma "vontade de aço"... a charada do aço é que o "aço" é ele mesmo.

Acho que o grande mérito desde filme no cinema foi que ele trouxe uma historia de superação... da escravidão a liberdade... mas a escravidão não era apenas as correntes do início do filme... era toda a condição de subjugado psicológico da qual ele só se liberta no ultimo minuto do filme.

Crom é o deus mais nietiano possivel... rsrsrs... crer em crom ou não crer em nada...nao faz diferença. rsrsrs.

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Stigmata em Qui Jan 26, 2012 12:46 pm

muito boas as análises aqui escritas. A idéia do herói inspirado em aquiles é o q realmente chama a atenção. Mas vendo a cena otra vez, também há de se notar a famosa frase do 'só se pode confiar no aço'. Que é ligada intimamente com a idéia de super homem, e q se opõe àquilo q thulsa doom pregava


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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Siegfried em Qui Jan 26, 2012 12:46 pm


ta bem mais elaborado do que eu disse... rsrsrs... mas é mais ou menos por ai que eu quis dizer quando usei as palavras "vontade" e "espirito". Acho que vc traduziu melhor o que eu sinto a respeito disto. De certa forma eu quiz dizer... o bárbaro tem uma "vontade de aço"... a charada do aço é que o "aço" é ele mesmo.

Acho que o grande mérito desde filme no cinema foi que ele trouxe uma historia de superação... da escravidão a liberdade... mas a escravidão não era apenas as correntes do início do filme... era toda a condição de subjugado psicológico da qual ele só se liberta no ultimo minuto do filme.

Crom é o deus mais nietiano possivel... rsrsrs... crer em crom ou não crer em nada...nao faz diferença. rsrsrs.


Embora nossas visões sejam convergentes pela via da filosofia de cunho mais entusiasta (pra não dizer amadora ou rasa mesmo) eu acho que esse é o tipo de leitura que é mais excitada no espectador, e também a que produz mais consistência e profundidade na interpretação racional do conteúdo assimilado, independente do domínio ou não de tal área do conhecimento

Mas fato é que tanto como nós decoramos de tanto ler a frase "como míriades de reinos que se espalharam..." podemos sim tirar míriades de interpretações do filme em si, ainda mais se se exercitarmos simulacros ou paralelos de natureza antropológica penso eu (tal como o velho e rentoso debate Barbarismo x Civilização)... e por mais que a obra seja distante do Conan original, o filme funciona sim! E bem. Como uma: "oficina de idéias"..

E é por isso que eu vou ser sempre chato em querer exorcisar com agressividade o tal novo filme, porque o único debate que ele induz é a classificação (imensa) de seus EQUÍVOCOS e nada além disso...


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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Siegfried em Qui Jan 26, 2012 12:59 pm

Ha sim, um pequeno reparo!

como disse que a interpretação filosófica acerca do filme pode ser "rasa", em nenhum momento estou detoriorando o quociente intelectual dos colegas, apenas classifiquei desta maneira devido a lembrança de uma aula que tive: onde nos esclareceram que muitos pensadores (se não me engano o próprio Nietzche), incluindo conhecidos pensadores de extrema envergadura intelectual como Marx, Sartre e Foucalut NÃO são considerados pelo círculo acadêmico como "Filósofos" de fato! pois o círculo filosófico é senão "o", um dos mais aristocráticos das humanas...

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Rogerio Rocha em Qui Jan 26, 2012 1:53 pm

Como nosso amigo Stig falou acima, ótimas análises mesmo.

Na questão do texto discutido e também do trecho do filme onde Corin explica pro jovem Conan a lenda do aço, acredito que com essa história ele tenta moldar os valores e caráter do filho, explicando qual Deus os Bárbaros creem e porquê, qual os valores que seu povo segue e qual o objetivo da vida que levam.

Corin não extingue a possibilidade de ter outros deuses no céu, mas diz que Crom é o seu deus e que vive na terra, e que esse Deus detinha o segredo do aço, que agora fora encontrado por eles.

Fora essa questão moral da religião, no filme pra mim ficou a sensação de quê o segredo do aço seria mesmo a aptidão em construir e manejar uma boa espada, e que somente fazendo isso seria possível ter uma vida longa e honrada naquela era de "barbáries" e pura violência.

Sobre a questão do Conan praguejar tanto, creio que seja uma exclusividade da personalidade do próprio e não de sua raça, pois como vemos na cena com Corin, ele está aprendendo ali sobre Crom, e logo em seguida seus pais são mortos e sua vila aniquilada, depois de passar sua vida como escravo, Conan faz sua primeira oração pedindo vingança, e usa realmente um tipo de chantagem com seu deus, dizendo que caso não possa ajudá-lo então que vá para o inferno.

Obs. Nesse caso estou falando exclusivamente do Conan das telas e não necessariamente dos contos e HQs, abaixo o trecho que ele faz sua oração a Crom.









Última edição por Rogerio Rocha em Qua Ago 08, 2012 12:34 am, editado 1 vez(es)

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Rogerio Rocha em Qui Jan 26, 2012 4:00 pm

E uma coisa a se comentar também, sobre o que acontece depois da morte dos pais de Conan e sua vingança no final, é que ficou martelando na minha cabeça aquela frase de Nietzsche, "O que não nos mata torna-nos mais fortes." me parece que foi isso que ocorreu com o Bárbaro no filme.

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Josey Wales em Qui Jan 26, 2012 8:58 pm

o filme funciona sim! E bem. Como uma: "oficina de idéias"..

reflexo claro de um cineasta que entende de cinema... e outro fato a se observar.... não existe respostas prontas.... o que faz com que cada pessoa encontre uma resposta diferente... e não falo isto exclusivamente sobre a questão do enigma do aço... falo sobre todos os temas abordados no filme. Religião, fé, vida, morte e etc...

Uma vez eu vi uma crítica muito interessante aos livros do paulo coelho... dizia algo assim... "sabe porque os intelectuais não gostam dos romances do paulo coelho? Porque os intelectuais gostam das perguntas que não tem respostas... e não da reposta para todas as perguntas"

de certa forma... acho que o filme de 82 atinge isto... ele traz muitas perguntas que da qual não se tem respostas.... ou pelo menos não se tem respostas prontas.

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Major Lobo Honrado em Qua Mar 14, 2012 4:03 pm

Boa análise, tem muito em comum com os paradigmas da Real.
Como diz o pai de Conan, podemos confiar no aço. Ele corta sempre e, por isso, é mais confiável do que qualquer ser humano. Tal como os cimérios não usam o seu exclusivo da produção de aço agressivamente, também a mente harmoniosa não anseia poder, embora conserve o aço fiel, e as sociedades sãs mantêm forças de defesa.

Nessahan Alita em seus escritos nos diz:
O homem ideal, modelado segundo os nossos objetivos, fala pouco e de forma acertada (é só um modelo para referência). Usa um tom de voz grave e imperativo. Fala em tom de comando. Não pede permissão para sua companheira: ordena, mas não a obriga a obedecer, deixando a ela o direito da recusa. Não fala sobre si mesmo. Não se lamenta. Não confessa suas fraquezas. Não chora em presença da companheira. Não é tagarela. Olha nos olhos repentinamente, de forma fixa e firme. Não a observa todo o tempo, apenas de vez em quando. Não fica em cima: quase ignora sua existência. Não discute. Não polemiza: simplesmente informa. É um rei em seu domínio e não um servo.Não sente falta, não sente saudade. Não assedia. Não fica olhando para os corpos das outras mulheres, porque não é luxurioso e nem fornicário. Apesar disso, quando finalmente a fêmea o procura para o sexo, mostra sua força em um sexo selvagem avassalador como um furacão. É um terremoto na cama. Não lança cantadas: agrada sem esforço. Não grita. Não deixa que os jogos sujos passem em branco:sabe devolvê-los. Não é um palhaço. Não é engraçado. Não ri com frequência: apenas sorri levemente de vez em quando. Quando finalmente ri, sua gargalhada parece ter algo de estranho. Toma a dianteira nas situações. Domina a relação para o bem e não para o mal, tratando-a mulher como uma menina. Não importuna sua companheira perguntando sua opinião o tempo todo. Não se irrita com as provocações: sabe devolver as consequências a quem as lançou. É impenetrável, distante e misterioso. Não proíbe e nem se vinga: devolve as consequências, premiando as sinceras e levando as insinceras que tentam enganá-lo a arcarem com os próprios atos. Não corre atrás das mentiras pois não lhe importa se está sendo enganado ou não. Não se compromete de graça: cobra um alto preço. É um prêmio. Se valoriza. Não é afetadamente sensível. Não é delicado. Pode ter muito dinheiro mas o despreza. Está acima dos preconceitos sociais. Não é moralista e nem um sujeito "certinho" amigo dos bons costumes. Quando entra em um ambiente, atrai a atenção das mulheres porque as ignora. Não implora para ser amado. Não necessita de carinho passional para ser feliz: despreza-o por saber que é falso e hipócrita, prefere o amor verdadeiro. Ajuda. Orienta. Cuida. Protege. Guia. Não comete injustiças com a companheira. Mantém a razão ao seu lado. Usa a dureza e a firmeza para o bem e não para o mal. É desconcertante. Surpreende. Não é previsível. Não se comove com lágrimas de cebola, ignora lágrimas de crocodilo, se comove apenas com lágrimas reais, que sabe identificar muito bem. Não corre atrás de reclamações caprichosas. Fusiona características opostas. É simultaneamente bom e, em certo sentido "mau", indiferente e protetor. Pune o adultério com ruptura definitiva, inapelável, ou com desprezo. Jamais comete um crime passional. Se for atraiçoado ou enganado, sua simples ausência e desprezo serão suficientes para castigar a traidora que sofrerá por não encontrar outro igual para substituí-lo. É o melhor de todos porque faz o que nenhum faz: trata-a como uma menina, fazendo-a sentir-se criança, pequena, relembrando-lhe a infância, ao invés de endeusá-la, entregandolhe oferendas no altar. Seu coração vale ouro, cobra um alto preço para se comprometer: a fidelidade total, plena e transparente. É um mistério incompreensível. Em suma: é um Homem de verdade.
É claro que nenhum homem mortal se encaixaria matematicamente dentro deste modelo de forma total. Mas o modelo serve como referência para nos aproximarmos.

Continuando:
Os homens de hoje parecem estar envergonhados de serem o que são. A moda é ser afetadamente sensível e qualquer um que levante a bandeira da masculinidade e da heterossexualidade é considerado pré-histórico, troglodita, retrógrado e machista. O macho está acuado. Costuma-se dizer que não servimos para nada. Entretando, todas se lembram de nós na hora do perigo e das tarefas difíceis. Ninguém se atreve a dizer que somos inúteis quando ocorrem enchentes, terremotos e incêndios. E se não fosse por nós, os machos, nossa espécie não teria sobrevivido aos perigos naturais e às feras desde a pré-história. Quem é que caçava mamutes e enfrentava tigres dentes-de-sabre para que elas tivessem proteínas para comer? Quem é que entrava nos rios infestados com crocodilos, piranhas e serpentes para trazer-lhes peixes?
Portanto, não é imprescindível ter útero e abrigar a vida no ventre para que alguém seja indispensável. É claro que sem as mulheres não existimos e sua importância nunca foi negada pelos homens de verdade. Nenhum homem idealizaria um mundo sem mulheres. Do mesmo modo, as características intrinsecamente masculinas que descrevi acima são imprescindíveis às mulheres, a despeito do que elas digam. Foram essas características que permitiram que os homens fizessem guerras e caçassem feras para defendê-las.

fonte: ALITA, Nessahan (2005). A Guerra da Paixão: As Artimanhas e os Truques Ardilosos das Mulheres no Amor. In: O Sofrimento Amoroso do Homem - Vol. III. Edição virtual independente de 2008.
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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Siegfried em Qua Mar 14, 2012 10:39 pm

Bem, só lembrando ainda que pareça enfadonho fazê-lo, as frases que compõe a introdução do ENIGMA DO AÇO no filme (embora sequer tenham relação com a obra Howardiana, pelo menos não diretamente) são na verdade uma filosofia de sobrevivência que não se limita somente aos supostos inimigos do gênero oposto: seja na batalha ou nas relações afetivas.

O enigma representa o CONTEXTO que o guerreiro seja Conan, seja GHENGIS KHAN viveram, um mundo fundamentalmente hostil e ameaçador. Pois nas frases do pai do Cimério: "nem em homens" indicando o panorama social: as religiões, a política, e tribos vizinhas, "nem feras" a natureza indomada, desconhecida e ainda repleta de feras inimigas de toda presença humana, "nem mulheres" uma potencial ameaça do gênero feminino, caso seu oposto venha a fraquejar, enfim uma síntese de um mundo onde só os ferozes sobrevivem

Mas não podemos esquecer que apesar de Conan ser um personagem puramente FICTÍCIO, seu molde estrutural é absolutamente HISTÓRICO. Desde o nome do personagem, a questão dos JURAMENTOS do povo Cimério, sua organização tribal "bárbara" e tradição CONSUETUDINÁRIA e beligerante, sua RELIGIÃO (incluindo aí seu totem mais conhecido, "Crom") são todos empréstimos da mitologia e sociedade dos antigos CELTAS, e eram exatamente os Celtas que menos procuravam colocar o genêro feminino sob um status INFERIOR ou mesmo SUBMISSO ao do homem, pelo contrário.

Os Celtas não acreditavam que elas fossem incapazes de conduzir com eficiência a sociedade, e a figura feminina não era uma ameaça a sua ORDEM. Portanto, o monopólio da FORÇA e da LIDERANÇA da sociedade sob poderes masculinos; como era tão comum entre os antigos GREGOS e ROMANOS, praticamente inexistia entre os Celtas. As fêmeas eram responsáveis pela FORMAÇÃO GUERREIRA dos jovens indivíduos, batalhavam junto aos seus maridos, irmãos e filhos contra invasores, conduziam sua RELIGIÃO e decidiam até os rumos da GUERRA, inclusive escolhiam elas mesmas seus parceiros (e ai de alguns se não quisessem) fazendo a "coorte" presenteando o pretendido com a cabeça recém decapitada de um inimigo.

Portanto, quero com isto dizer que embora os conceitos masculinos do primeiro filme se aproximem mais do estereótipo do MACHO ALFA, ele busca fundamentação contextual HISTÓRICA para fazê-lo, embora se alimente de fontes DIFERENTES das usadas por Howard, este preferiu privilegiar uma tribo bárbara de estrutura social de tipo MATRIARCAL para moldar o constructo cultural de seu personagem mais famoso.

Quanto ás minhas opiniões pessoais sobre o texto deste ALITA, desconheço o autor e não tenho como julgar se há mera afirmação identitária de gênero, propaganda conservadora ou mesmo MISOGINIA em suas publicações, porém, penso eu que embora também não concorde com a atual “docilização” do homem, que atinge alguns níveis bastante ridículos, pessoalmente falando, e lendo percebi que pratico alguns dos dogmas citados sem saber.

Mas, falando pessoalmente, acredito que com as mudanças ocorridas em mais de 30 mil anos de história humana, mesmo que o momento não seja igual ao século de ERIK O VERMELHO, JULIO CÈSAR e nem CONAN. Ainda assim vivemos em um mundo bastante HOSTIL, onde o poder da RETÓRICA de um indivíduo é tão fatal quanto um exército de 100 mil cruzados armados até os dentes, mas é um mundo que agora as mulheres tem direito de participar pois não precisam disputá-lo com os homens na "ponta da espada" e nos últimos tempos conseguiram conquistar seu espaço e status (tanto profissional quanto intelectualmente) graças á evolução da sociedade do capital. Quanto a essa postura masculina que o texto preconiza, indica uma postura mais ANACRÔNICA para o homem moderno penso eu, o que ao meu ver, as mulheres de hoje; muito longe das donas de casa semi-analfabetas do tempo de nossas AVÓS, tenderão a interpretar que tal conduta sugerida no texto (voz autoritária, não demonstrar os sentimentos, quase nunca sorrir, etc..) deva ser adotada por homens mais inseguros, temerosos ou até infantis que precisam interpretar um PAPEL para poder se relacionar com o gênero oposto, em outras palavras, tomariam este homem por "mal-resolvido"


Última edição por Siegfried em Sex Mar 16, 2012 6:27 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Rogerio Rocha em Sex Mar 16, 2012 10:53 am

Belo comentário Sieg

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Siegfried em Sex Mar 16, 2012 11:52 am

Rogerio Rocha escreveu:Belo comentário Sieg

Obrigado Rogério Smile

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Stigmata em Qua Mar 21, 2012 4:25 pm

Siegfried escreveu:Para mim o enigma do aço, é um símbolo da própria mentalidade EMANCIPADA do bárbaro de todos os grilhões teológicos e psicológicos do meio que o cerca (podes falar com deus, mas eu com uma espada quebrada, corto-lhe a cabeça), emulando assim o "herói interior", ou o pensamento de cunho existencialista de Nietzche, este sim o "aço" do filósofo

acho q esse não é especificamente o ponto

vi o filme otra vez e acho q foi como o josey falou. O desprendimento do enigma do aço, assim como o 'enigma' quase retórico da carne (proposto por thulsa) é o que eleva o bárbaro a posição de 'homem bom' como chamariam os gregos. O final do filme dexa isso bem claro quando conan simbolicamente desprende-se dos enigmas, filosofias, morais, whatever atirando -uma em cada mão- a espada, na qual só nela se poderia confiar e a cabeça do líder, o qual com o poder da palavra fazia da 'carne' sua arma mais forte. É nesse momento que o bárbaro exacerba o seu herói interior e de fato desprende-se dos grilhões morais 'históricos' e vira o super homem ahistórico de nietzsche

acho q ainda poderia se jogar a análise em otro espectro, o do chaos e do cosmos, mas essas análises utilizando tropos gregos são beeeem tensas hehehe

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Stigmata em Qua Mar 21, 2012 4:30 pm

no caso o desprendimento não se dá com o uso do enigma/moral/ética do aço, mas sim com o desprendimento deste também, mesmo que este tenha já um cunho de rebeldia individualista (não confiarás em ninguém)... Até pq com o decorrer do filme, conan cria laços de lealdade e tal... Não podemos esquecer da valéria -e sua eventual morte- que acabou guiando o guerreiro em seu caminho que posteriormente desencadearia a quebra com as morais e passado (apesar de que aqui haver controvérsias já q o segundo filme é o cara corredno atras da mulher, mas prefiro não contar o destuidor como cânone)

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Stigmata em Qua Mar 21, 2012 4:32 pm

besides, muito boas as postangens, parabéns a todos e foi mal eu não editar os posts, mas realmente não tô conseguindo (internet lenta do demônio)

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por leite em Sex Ago 10, 2012 7:21 pm

Hoje vi o filme e HD e descobri que "Qual o enigma do Aço?" como o pai de Conan diz e interpretei assim: "Confie no Aço e ele o Libertará"

Na epoca que se passa a lei era do mais forte sobre os mais fracos e assim, quem tinha o manejo e confiança no aço era Rei de si mesmo.
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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Rogerio Rocha em Sex Ago 10, 2012 7:30 pm

Bem vindo ao debate meu caro amigo leite.

Acredito que seja bem por aí a idéia mesmo, mas não esqueça do comentário do Josey Wales, que além da técnica do manejo da espada, o Conan tinha uma força física e garra descomunal também!

Obs. O Thulsa doom no filme disse que o poder da carne é maior que do aço, mas no final do filme o Conan tirou isso a limpo...

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Siegfried em Sex Ago 10, 2012 8:32 pm

Mais um para reforçar as nossas hostes! Bem vindo Leite.

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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por leite em Sab Ago 11, 2012 9:14 am

Olha acho que ja estamos chegando num consenso, e bem lembrado, a força, Entao seria o segredo do aço: Força+Tecnica+Fé !!!
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Re: Conan - o Enigma do Aço

Mensagem por Rogerio Rocha em Dom Ago 12, 2012 9:32 pm

Fé? sei não viu...
Mas meu caro Leite dê uma olhada na tradução de uma das músicas da banda Manowar, que têm integrantes fãns declarados e escancarados do cimério.

Secret of steel
Secret Of Steel (Tradução)
Segredos do Aço

No topo da montanha, onde o rio de aço corre
Negra é a floresta, branca foi a neve
Lá, assim como crianças, como crianças poderiam saber ?
Uma sem nome ou número, em breve mostaria

Lá permanece ele, em sua carruagem feita de ouro
Ele revelou a trindade dos velhos segredos

Um cetro de ferro, poderia trazer misericórdia
Um escudo de metal, o criador e rei
E a grande espada de aço

Filhos do destino a erguerão
Ouça a voz do conhecimento,
Erga-se, conheça a força que você sente
Guarde em seu coração mas nunca revele
Você foi chamado pelos deuses, os poderes deles para exercer
Guarde bem o segredo do aço

Um cetro de ferro, poderia trazer misericórdia
Um escudo de metal, o criador e rei
E a grande espada de aço

Filhos do destino a erguerão
Ouça a voz do conhecimento,
Erga-se, conheça a força que você sente
Guarde em seu coração mas nunca revele
Você foi chamado pelos deuses, os poderes deles para exercer
Guarde bem o segredo do aço


Original
Secret Of Steel
Atop the mountain, where the river of steel flows
Black is the forest, white was the snow.
There as children, how could children know?
One without name or number soon would show.
There stood he, on his chariot made of gold
He did reveal the trinity of secrets old.
A sceptre of iron could mercy bring.
A shield of gold, the Creator and king,
And the great sword of steel.
Sons os destiny shall wield.
Hear Wisdom's voice.
Rise, know the strength that you feel.
Hold in your heart but never reveal.
You were called by the Gods, their powers to wield.
Guard well the secret of steel.
A sceptre of iron could mercy bring.
A shield of gold, the Creator and king,
And the great sword of steel.
Sons os destiny shall wield.
Hear Wisdom's voice.
Rise, know the strength that you feel.
Hold in your heart but never reveal.
You were called by the Gods, their powers to wield.
Guard well the secret of steel

segue a música


Última edição por Rogerio Rocha em Dom Ago 12, 2012 9:34 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Conan - o Enigma do Aço

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