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Contos sobre barbarismo e ocultismo

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Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Stigmata em Qui Nov 03, 2011 12:24 am

Abro esse topico pra comecar a publicar algumas historias q eu ando trabalhando e tal. As quais nao sao DIRETAMETE ligadas ao universo de howard. Apesar de tirar muito do seu universo nao deixo isso explicito (mas so algumas mudancas e ja teriamos o mundo hiboriano como o conhecemos). Faco isso para nao ficar preso na obra do howard se quizer fazer uso mais tarde dos conos, mas enfim... O conto em si gira em torno de um barbaro perdido no mundo e a loucura q acompanha a sua aventura epifanica num mundo lovecraftiano por natureza. Vale notar tambem q muito dos textos vao estar sem acentos e tal (to usano um pc gringo -.-) entao nao reparem muito nisso.

Enfim, chega de papo. Jah tenho quase 17 paginas, mas ainda tenho q lapidalas, enquanto isso continuo escrevendo... Dentro de algun dias (ou semanas) estarei postando algo por aqui pra ver se o pessoal da feedback e ajuda a guiar o rumo da historia

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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Stigmata em Qui Nov 03, 2011 1:28 am



Colinas e montanhas de tom claro e sufocante cobriam todos os lados do horizonte, enquanto se cavalgava pelas planices de areia e torrões de veegtação esparsos. O dinheiro fazia do bárbaro o que ele era até aquele momento e o memso instigava suas botas nas costelas do cavalo fazendo-o assim andar ainda mais depressa. Fugia a 4 dias e ainda tinha batedores da estepe atrás de si. O acerto de contas pendente com eles não lhe interessava mais, apenas fugir e encontrar um novo local onde pude-se pilhar, saquear, fornicar e comer.No meio da manhã enquanto o sol ainda não havia alcançado o zênite e o calor fazia cada peça de roupa contar como forma produtora de calor, os pensamento estavam turvos, a vontade de chegar finalmente parecia se juntar com a oportunidade de descanso e comida. Entre árvores mortas e secas, uma cabana de palha despontava no deserto abandonado pelo homem e perdido no tempo descomunal, o qual era invocado pelas grandes montanhas de topo branco. O bárbaro não teve dúvida e entrando na cabana encontrou o velho de nome Rahdek. Não que o mesmo se importa-se com a visita não planejada, muito pelo contrário, a sua loucura não o permitia preocupar-se e seu ímpeto em matar foprmigas assustou um pouco o bárbaro. Não que o memso tivesse medo. Matar formigas era algo tão banal que o próprio bárbaro nunca havia considerado que as mesmas sequer possuissem vida, aliás, a vida não era algo a ser considerada pelo mesmo, apenas para ser vivida enquanto dura-se.A parte de reflexões mais profundas que definitivamente não fazem parte da estirpe pragmática e resoluta do bárbaro, o velho o convida para comer como se o memso fosse um irmão. As formigas subtamente não eram mais um problema. A comida não passava de um amontoado de sementes cozidas na água e temperadas por um pouco de sal. O bárbaro, estranhando tudo, desde a receptividade, até a falta de diálogo e pensa daonde vem tais recursos e pergunta ao velho lunático, junto com a pergunta pelo nome do mesmo. Descobre que o nome é Rahdek, e que as sementes são presentes de antigos. Simples antigos, sem maiores explicações. Antigos que vivem no mar e que precisam de ajuda para acordar. O bárbaro, notando a falta de lucidez, ignora as previsões proféticas sobre os tais antigos e resolve ir dormir ao lado de fora da cabana. Sacudindo a palha de sua bunda e flexionando os joelhos deixa o cômodo e juntase ao seu cavalo que bebia água de uma poça e comia cogumelos de um tronco morto.
No dia seguinta a cavalgada continua e o último penhasco em direção ao mar é alcançado. Sem necessitar pensar muito, Ele decide-se por permanecer no local e admirar a paisagem inóspita: deserto árido à suas costas e o mar profano e traiçoeiramente calmo a sua frente. Retirando o elmo e coçando o cabelo sujo de poeira com as mãos rudes, ele vê o tempo escorrendo pelo seu corpo na forma do vento e se dá conta que o mesmo passa rápido demais para momentos de meditação que não atingem seu âmago de pedra. Sibilando com os lábios então, põe seu cavalo a galopar novamente. Determinado a encontrar algo que faça sua existência valer mais que os punhados de moedas que foram colocados de recompensa pela sua cabeça.O terreno torna-se acidentado e a noite traga tudo em direção ao horizonte escarlate. O sol morre e a lua toma seu lugar, junto com tochas e gritos que emanam de um círculo ritualístico que se instala desde tempos imemoriáveis no terreno escarpado e de dificil acesso à beira da praia. Neste rústico e de certa forma tenebroso cenário é que o bárbaro é recebido. Não acreditando que sua noite seria atrapalhada mais uma vez por um punhado de loucos desmiolados que perdem seu tempo cultuando deuses que de fato não importam-se com a comida de cada dia de nos, meros mortais. O bárbaro avança de espada em punho após amarrar seu cavalo a rochas de formas não ortodoxas que encontrou alguns metros atrás. Com as chamas emanando a luz que reflete em seus olhos negros como betume, ele escuta a música ritual e a cor forte das pinturas corporais, os gestos carregados do significado mais profundo e profano em que tais selvagens -mais até do que o próprio bárbaro- exacerbam naquela orgia de enrgia carnal. A língua parecia algo que se perdera no tempo de forma não contabilizável pelos calendários civilizados, e tão profana que somente bestas de profundezas abissais poderiam expelila. Com tal espetáculo, assustador porém contagiante, veloz e agitado e ao mesmo tempo perturbador, o bárbaro nota que talvez a civilização não esteja tão longe de tais seres a primeira vsita tão primitivos. Colunas tombadas refletem fragilmente a luz das tochas que queimam no perímetro da circunferência infernal e revelam a força de uma arquitetura perdida e abandonada por séculos imemoriáveis. Tempos que não chegam sequer na forma de mitos dos maiores heróis de tais eras. O mito e seu significado nada interessavam à personagem rude que assistia tudo com sua expressão pétrea, mas os tesouros que habitavam tal monumento a tantas gerações abandonado e tão castigado pelos deuses que viram o decair desde a sua grande glória de outrora. Com passos felinos, ele atravessa o ritual utilizando as sombras e formas rochosas grotescas como subterfúgio.
Quando as botas de couro tocam o mármore frio e coberto de poeira secular, um gemido é dado por algo que habita planos não condizentes com a realidade dos seres vivos. O estrondo é baixo porém carregado de enrgia que penetra na alma dos seres vivos de toda e qualquer espécie. Sentindo o tempo congelar e seu corpo adquirir a mesma posição por alguns segundos que foram alargados pela imersiva introspecção que tal sentimento causou, o bárbaro congelado pelo susto readquire seus movimentos, e com a adrenalina que espalhou-se por todos seus membros, adentra o portal que só revela breu em seu interior. Acendendo uma tocha e com a calam súbtita que segue a perda de adrenalina num corpo exausto o homem alto e de cabelos negros resolve recomeçar tudo após uma noite de sono. Escorregando pelas paredes recobertas de musgo e batendo a bunda com um baque surdo o sono toma a mente do homem que a tempo não sentia a sensação que sentia naquele momento.Medo, não era um sentimento que abala-se o bárbaro, muito menos frequente no seu dia a dia. Mas algo naquela tumba regada de musgo pegajodo remetia ao tremor que a terra presenciou a poucos minutos. A tocha então apagou-se e os olhos foram fechados lentamente. Entorpecido pela força do cansaso ele adormeceu rapidamente. Antes do amanhecer e com as costas doloridas pelo local de descanso duro e não amistoso o bárbaro é acordado por passos. Leves passos mas que não passam despercebidos por ele. A luz trêmula de uma tocha é avistada refletindo o verde - agora dourado - musgodas paredes. Com espada em punho ele tenta utilizar as sombram como fator que lhe ofereça surpresa diante aquele possível adversário. Das luzes surge apenas uma mulher - linda diga-se de passagem - que tão rápido quanto o bárbaro, avista o homem que procurava. Havia tranquilidade no olhar feminino, mas o bárbaro não afrouxou seus dedos do cabo áspero de sua espada. O corpo da mulher era esbelto e coberto da mesma tintura que os ritualista do lado de fora do templo usavam. Pinturas vermelhas e azuis turquesa, panos de um tom verde escuro com bordas douradas cobriam a sua virilha e pequenas meias luas de um metal que parecia ouro cobriam seus seios inacreditavelmente rijos. Uma bela visão, ameaçadora porém bela. A mulher não tardou em tentar comunicar-se e o bárbaro respondeu com cordialidade, aliviado por ela saber a mesma língua que ele.
-Os loucos lá de fora já pegaram seu cavalo, o despedacaram num belo churrasco-sacrificio, acho que tu ia gostar de saber disso, aliás, eu também odeio eles, mesmo eles ainda achando que eu sou um deles.- falou com um sorriso formando-se no rosto.
-Hmm, de qualquer forma o cavalo era roubado. Agora os suprimentos nele não.. De qualquer forma acho que consigo dinheiro para outro cavalo e suprimentos com o ouro que vou tirar deles mais tarde.- Falou isso e deu um peteleco na chapa dourada dos peitos da imponente ruiva, batida que fez uma onda se espalhar pelos peitos. Com o clima hostil dissolvido, o bábraro ainda com sono, masnão tendo mais como dormir, acendeu novemente sua tocha utilizando a de sua companheira e adentrou ainda mais pela profunda tumba.
-Tu nao conhece os mitos desse lugar certo? de que a muito tempo seres indescritíveis habitam este templo construido em sua homenagem e que um dia voltarão para reclamá-lo do abandono e das
trevas... Falando a ultima frase com um tom debochado de doutrina exaustivamente repetida a ruiva comecava a ver a possibilidade de um relacionamento mais desocntraido.
-Honestamente não, mas espero q esses mitos idiotas levem a algum tipo de botim.
-Lógico que há, tesouros inimagináveis que para nós não teriam sentido algum...- Mais uma vez o tom de deboche toma conta da fala feminina.
Depois da conversa rapida de perguntas e respostas o grupo continua adentrando a caverna que emanava um cheiro pútrido e forte, O local cada vez era maior e mais amplo, coisa não condizente com a lógica comum de criptas meramente humanas, um labirinto era então descoberto e seu fim não parecia próximo. O bárbaro começou a sentir um peso no seu peito, enjooo proveniente do mau cheiro e da condição psicológica de perdido. O pânico nestas horas não era a solução, e também não provinha do fato de estarem perdidos, mas sim do fato dele saber que a sua companheira e tampouco ele tinham suprimentos por muito mais tempo.
Os minutos passaram de forma inexorável, porém pareciam lentos e confusos, o local não trazia nenhum reconforto. As paredes eram construidas com blocos de pedra maciços que homem algum poderia carregar. O musgo que os recobria dava um aspecto homogêneo as paredes e as escadarias pareciam não ser feitas para menos humanos, mas sim para gigantes. Vinte minutos se passaram desde o encontro entre os dois e aquela profundeza negra que muito bem poderia ser confundida com o infinito cósmico do espaço e que mesmo apos tao pouco tempo não parecia ter fim. Esculturas guardavam os pilares e o brotar de gritos histéricos deram agora sim, uma textura cruel e macabra aquele cenário inóspito e amaldiçoado. O bárbaro fitou a garota a seu lado e perguntou se alguém já tinha entrado aqui e saido com vida. A resposta foi simplesmente não, por que ninguém jamais teve coragem de fazê-lo. Ela então explicou sua posição incredula perante o culto e a sua negação perante tal adoração sem sentido aparente. O bárbaro compartilhava sua visão. Os deuses são deuses, não se importam com simples humanos, nunca. Com o fim do tal diálogo, e a combustão das tochas sendo consumada, o frio pareceu ganhar forças, até que um feixe de luz pareceu descer de kilômetros acima de sua cabeça. Sendo depositado apenas em uma pranxa. Não visivel se não de uma proximidade relativamente próxima, ambos companheiros sentiram alívio ao verem luz na escuridão que parecia tragá-los para sempre naquela tumba sem sentido. Chegando até a bora de uma marquise que parecia ser o fim da decida rumo as entranhas da terra, e apoiando-se nela, é descoberto um confuso jogo de espelhos que revelam - espalhando sua luz por toda a dantesca sala - um grande portão para uma metrópole subterrânea. A entrada de tal lugar era um portão com formas de descrição impossível. Uma visão que perturbaria mentes sensíveis, e que claramente não eram obras humanas. A noção de espaço do bárbaro começou a ser atingida. Não desceram tao pouco para finalmente alcançarem um átrio tão gigantesco. A proporção de todo o lugar parecia dilatar-se e fez os visitantes parecerem formigas. Não era cabível tal imensidão, não era possível que aquilo fosse verdade.
Rodeando e parecendo desnorteado o bárbaro percebe o mesmo de sua companheira que via deslumbrada tudo aquilo que jamais entendeu e que agora parecia ter sentido. A sua fé parecia nascer e junto com ela o medo pelo o que ela sabia habitar tal profundidade profana. -Vamos!- Grita o bárbaro, tentando reunir seus pensamento e focá-los em sua missão. O portão era guardado por estátuas gigantes e que somente o sobrenatural poderia explicar. A entrada estava aberta e da mesma o cheiro de morte emanava, afrescos encontravam-se por toda a parte na necrópolis subterrânea e todos eram capazes de produzir o medo mais instintivo que um homem pode sentir, inabalados pela mosntruosidade aparente, e encarando o medo para poder continuar com passos firmes, ambos companheiros - Entre construções ciclópicas e susurros cósmicos - encontram aquilo o que o bárbaro procurava. Uma pedra. Escarlate como a pintura que a linda ruiva usava. Porém com uma transparência hídrica. O coração da necrópolis fora encontrado. O sol jamais vistou aquele lugar pensaram, e quem havia a tanto tempo depositado tal tesouro em profundidade tão abissal? Perguntas assim passavam como relâmpagos pela mente de ambos. O tesouro brilhava com luz própria, emanava energia de uma forma que o homem aparentemente não entende. Era uma pedra porém parecia completamente viva. Acima de uma torre que crescia por centenas de metros. O tamanho parecia enorme, maior do que um homem realmente pudesse carregar. Porém o bárbaro não foi intimidado pelo tamanho e convenceu a mulher de pele clara e cabelos cor de fogo a segui-lo pelas enormes marquises até chegar ao topo da torre, para asism derrubar a grande pedra e fazê-la em estilhaços.
-Grande plano, e depois morremos esmagados, isso se dermos sorte, por que escalar isso parece muito mais fácil que descer...- interrompeu a jovem mulher em tom de escárnio. O bárbaro por sua vez, manteve sua concentração séria e sólida como a de alguém que está tomado por uma obsessão intangível.
Com a falta de cordas - A única que o bárbaro tinha havia sido deixada com seu falecido cavalo - Ele perguntou de forma embaracosa pelo pano que a moça que o acompanhava utilizava. -Oras! e como eu fico sem ele? Nua na frente de um selvagem? jamais. - Com esta resposta irredutivel o bárbaro pensou por algum minutos uma forma de convecê-la de algo que penetrava tão fundo na moral civilizada que era incutida em uma mulher de vestimentas tão primitivas e selvagens, porém com um olhar incisivo e lindamente civilizado. - Por Mitra, eu já vi muitas mulheres sem roupa e já esfreguei mais vezes ainda minha carano que acha q vai esconder. A "vergonha" vai passar em alguns dias quando tu ja vai ter certeza que nunca mais vai me ver. Agora a fortuna que isso irá gerar talvez dure por algumas gerações. entendido? - Com uma postura séria, e impondo seu porte, a estátua firmada no chão fétido e desgastado por goteiras milenares encarava a mulher que agora se via num beco sem saída. O bárbaro definitivamente não deixaria o lugar sem aquela pedra. O tempo passou e os gritos desesperados continuavam frenéticos e ecoando pelos corredores sombrios e abandonados por tudo que fazia parte do universo, até que a mulher finalmente, convencida pelo medo e tentando tranquilizar a si mesmo com pensamento de "é muito escuro; ele gosta é de homens; nunca mais vou vê-lo mesmo" entregou seu cinto, pouco antes do bárbaro perder sua paciência e sanidade.
A escalada não foi tão dificil quanto imaginavam. As habilidades acrobáticas do bárbaro eram espantosas levando-se em conta seu tamanho que apesar de grande e forte parecia desengonçado para tal tarefas. Os passoseram dados com firmeza, cada marquise era escalada com pericia pela agilidade felina do bárbaro e com a ajuda do pano concedido pela ruiva que acabara de descobrir sua habilidade acrobática inata que jamais fora treinada no decorrer de sua vida. Conforme se avançava, o musgo atrapalhava cada vez mais a subida onde os minutos se tornavam cada vez mais letais. Depois de duas horas de subida ambos resolveram sentar seus corpos cobertos de suor e restos de musgo. Com goteiras em toda parte, a loucura parecia iminete, o bárbaro, curioso e hiperativo rastejou até o parapeito daquela marquize e novamente ficou perplexo diante da immensidão da câmara. O lugar em que estavam era - Sem precedente algum - mais alto do que qualquer montanha. A loucura e a falta de nexo daquele lugar profano e mortal era sem igual. A principal arma das duas pobres almas que visitavam tal local era a força de seus espíritos em não dobrar-se diante do absurdo lugar de loucuras o qual se encontravam.
A garota que agora também observava perplexa o local onde encontrava-se, percebeu a loucura e a linha tênue do mundo real e do místico se dissolver. -Merda!, olha guria, não sei se sou só eu, mas agora não temos mais volta, bota isso na tua cabeça. Nós temos que pegar aquela pedra o mais rápiod possível e sairmos dessa loucura antes que ela nos mate. Isso se os condenados que q ladram nao o facam antes...- Exclamou o bárbaro percebendo que a sanidade seria algo dificil de se manter em tão grotesco lugar. Porém a pedra estava próxima, se a arquitetra demoniaca não os tivesse pregando outra peça em relação ao que era possível dentro dos parâmetros de nossa realidade outra vez. Em mais 20 minutos, os últimos trechos que pareciam tão grandes quanto os que já haviam sido cobertos foram alcançados, e a pedra de tamanho tão descomunal que -durante algum tempo- poderia conter facilmente um castelo havia se transformado em apenas uma jóia que caberia facilmente na palma da mão de uma criança. Aquilo estava tornando tudo mais perturbador do que ambos experimentaram durante toda sua vida. No mundo desprovido de eventos surreiais e que sempre seguiu uma lógica simples, tudo aquilo parecia estrapolar tudo o antes visto. Ambas mentes pareciam não estarem prontar para entender tudo aquilo e a loucura parecia a única resposta. - Finalmente chegamos. Parece que tudo aqui é uma grande farsa. Os deuses finalmente brincam conosco. Agora que temos esta maldita pedra temos que ir embora o mais rápido daqui, antes que eu acabe de uma vez louco.- Disse o bárbaro em um tom que exacerbava o seu medo para aquilo que encarava naquele lugar morto, mas que mesmo desprovido de vida poderia matálo. A descida parecia algo que demoraria semanas. Loucura que a dupla já havia descoberto ser apenas uma artimanha para o lugar maligno despovê-los da sanidade que tanto necessitavam. Agora focando-se na pedra o bárbaro tenta retirá-la do pedestal. Junto com a pedra, que agora demosntrava ser um ser vivo, tendões se desprendem da pedra negra coberta de musgo onde estava adormecida. Com um golpe preciso de espada a carne e músculo que o prendiam ao lugar foram rasgados e com ela sangue negro jorrou pelo braço e tronco nu do bárbaro. Sangue negro e com um cheiro que exalava medo e horror, tamanha a força de seu aroma repugnante.
Com a pedra em mãos e a loucura em suas mentes, ambos agora sentiam o pavor aflorar em sua pele de pêlos eriçados. - Não vamos conseguir voltar. A unica luz q tinhamos esta diminuindo parece e esse som nao para de aumentar. O caminho ainda eh grande e nos ja estamos acabados!- gritou a mulher ruiva de olhar caótico e agora desesperado pela falta de futuro e pelo poço cósmico onde foram jogados -ou melhor, entraram sem serem convidados.-. Com o desespero em seus corações e trancafiados nas profundezas milenares da terra ambos aventureiros notam, sinconizadamente o teto do local aonde estavam e notam nele escadas e fontes, que sem explicção aparente, borbulhavam de um líquido escuro e desumano, mas que -ignorando todas as leis naturais que ambos conheciam- não caím asi a baixo, mas, como se estivessem em um plano gravitacional paralelo, caíam, literamente, para cima. -O que diabos é aquilo?- Com perplexidade o bárbaro perguntava. -Pelos deuses...- A fonte então parecia estar tão perto que o bárbaro por uma fração de segundo confundiu o seu plano gravitacional com o da fonte, e neste mesmo instante seus pés desprenderam-se do chão e ele espatifou-se de ombro no chão do teto do maldtio templo negro e úmido. Urrando de dor e checando seu ombro em busca de fraturas o gigante de cabelos negros levanta-se e numa cena totalmente desprovida de nexo natural, ele vê sua companheira grudada no que agora ele poderia chamar de teto. Alguns minutos depois, tentando ainda entender e discutindo sobre o que daquilo realmente poderia ser real, sua companheira também cai, mas desta vez sua queda é amortecida pelos braços de ferro do bárbaro.




Bah gurizada, desculpa a formatacao do texto, mas eu passei do bloco de notas pra ca e os paragrafos ficaram todos esculhambados, assim como tambem no pude adiciona margem aos paragrafos. Mas enim, espero q curtam o inicio da jornada ae. Mais tarde vou tentar adicionar novos persongens tentando costurar a historia de todos numa trama um poco melhor. Enfim, espero q tenham curtido

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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Rogerio Rocha em Qui Nov 03, 2011 9:04 am

Stigmata

Li o inicio do texto e gostei da sua narrativa, inclusive acho que se encaixa perfeitamente no contexto da Era Hiboriana, apesar de voce não se prender nisso, conforme citou.

Obs. Não tenho tempo para ler todo texto agora, porém mais tarde vou ler e posto minha opinião.

abs.

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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Stigmata em Sex Nov 04, 2011 8:00 pm

valeu rogerio. Espero ate amanha ter temrinado outro trecho hehehe

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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Stigmata em Sab Nov 05, 2011 11:03 pm

ta, devo desculpar-me pela porquice do trecho introdutorio que nem titulo tem e temrina de forma completamente abrupta. Fato eh q esse foi o primeiro trecho de uma sequencia de contos q serao contados atraves de 3 personagens centrais (os quais um eh o barbaro do conto).

eu recem comecei a trabalhar no segundo personagem e ele ainda vai tomar muitas paginas pra ser 'terminado'. Enfim, na sequencia vai a introducao do segundo personagem


Halik

Jogando um pouco de agua no rosto marcado por sicatrizes e escuro pelo sol inclemente do deserto, Halik tentava refrescar sua face perante o calor q distorcia o ar a sua frente. A aldeia em que habitava fazia 3 meses tinha o ceu azul claro como cobertura e a areia branca como chao, fazia tempo q Halik nao via nuvens e mais tempo ainda q no via sua cidade natal. No proximo inverno estaria completando 24 anos e as perguntas que colocavam a existenia em questionamento ainda eram eclipsadas pela luxuria da juventudo e o apetite de gloria que acompanhava aquela mente sempre cheia de pensamentos.
Halmir chamava agora seu filho. O conelho de comerciantes que mantia a cidade reunira-se no ultimo mes e os vetos q a muito tempo acorrentavam o Pai de Halik a passividade da vida urbana finalmente dissolveram-se. Nao que a democracia reina-se na cidade de Miribad, mas pela primeira vez em mais de 20 anos uma expedicao militar havia sido autorizada pela oligarquia local e o rei ungido pelo patriarca religioso havia ganho o apoio necessario para mover seus exercitos atraves das areias do sudoeste da peninsula. Ad Hut, lider da oligarquia e patriarca do culto a Altsar havia conjurado sua influencia e ajudado Halmir a mudar a mente da oligarquia comerciante local. Logo que o verao temrina-se e o outono fosse anunciado Halmir marcharia para o sul e subjugaria Tamarid. Todos esses eventos acabavam de chegar a aldeia e chocaram-se como uma marreta contra a mente de Halik. A tranquila coleta de impostos do final do verao finalmente chegava ao fim e a marcha para a guerra era iminente. O pai de Halik sem duvida recebera a noticia com alivio e satisfacao. O sorriso largo em sua face nao o escondia a felicidade enquando abracava o filho ainda com o rosto umido. -Finalmente Halik, depois de tanta espera a cidade finelmente saira de sua mediocridade decadente!- Exclamou o homem maduro de barba rala e rosto com angulos bem definidos. As linhas definidas no rosto de Halmir dobravam-se conforme ele espalhava a noticia a seus servos e companheros. Mesmo a noticia sendo de teor confidencial a exaltacao na alma de Halmir o impedia de manter segredos sobre a gloria que parecia tao tentadora.
Halik ainda assustado e tentando digerir a noticia que quebraria o ciclo de sua vida ate entao tranquila em relacao a assuntos derivados da politica externa da cidade. A vida como principe da cidade era pintada com cores brandas e suaves, nao com a tinta rubra do campo de batalha e o odor forte do sangue que tanto contrastava com o incenso do palacio real. Halik, ainda era jovem e definitivamente nao estava disposto a trocar o toque macio das garotas e concubinas de Miribad pelo cabo aspero das espadas do arsenal da cidade. As cicatrizes do seu rosto escuro e de linhas retas q faziam de sua cara uma escultura de angulos mal suavizados eram herana do treinamento da adolescencia que com o tempo foi abandonado em prol da carne tenra das jovens de Miribad. O trabalho de governar e coletar impostos com o pai era perfeito para acompanhar a rotina de encontros amorosos e noites de plena luxuria entre os cabelos negros e pernas grossas, tipicas das mulheres do sul onde o sol nunca da tregua. De qualquer forma pensava Halik, a decisao jah havia sido tomada e -por mais que a lembranca do dever o transtorna-se- era melhor ocupar sua mente com algo que posterga-se o impostergavel com a ilusao que momentos de felicidade proporcionam.
Na volta para a cidade os camelos embalavam a marcha com o som macio de suas patas atingindo a areia. O sol com o qual todos jah estavam acostumados era o mesmo e a areia poderia cozinhar costelas de porco pelo calor infernal que se desprendia dos graos brancos. Halik nao conseguia encontrar paz para sua mente, mesmo que a aventura belica parece-se de certa forma algo tao excitante. Seu irmao Shahar era iluminado pela gloria guerreira desde o nascimento. O garoto o qual Halik ainda lembrava-se, nascera robusto e de olhos neglos. Os angulos obtusos de seu rosto eram o reflexo de seu porte guerreiro. Um deus da guerra, com um corpo talhado para o combate, coberto de musculos que retesavam a pele a cada contracao, o apice da casta guerreira de Miribad, o braco forte de seu pai. Não que isso desperta-se inveja em Halik, ele até já fazia planos para seu irmao, quando ele assumi-se o trono deixado pelo pai. Mas infelizmente o teste de sua maturidade seria posto em prova na proxima campanha, e apesar de Halik já haver vivido o bastante para deixar a maioria de suas preocupações de lado, mas agora sua mente parecia torturá-lo com um futuro que ele queria poder ser adiado infinitamente. Com as aflicoes e o ritmo compasado da marcha de volta a casa a caravana finalmente voltava da ultima vila a pagar impostos depois da coleta de verão.


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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Stigmata em Dom Nov 06, 2011 7:36 pm

CONSELHO E PERTURBAÇÃO



O clima da cidade era estavel a maior parte do ano e a mesma poderia ser chamada de pacata em comparação às grandes metrópoles do distante e verdejante noroeste. O cheiro forte das especiarias trazidas do norte e dos açougues cobertos de moscas contrastava com o cheiro adocicado dos perfumes e incensos do mercado seco e quente naquela estação do ano. Harik estava ansioso, mas a aflição cesara um pouco após a chegada à capital, a ansiedade pela retomada de suas aventuras amorosas inundava sua mente e fazia os problemas parecem menores conforme o tempo gasto na cidade o fazia sentir mais confiante.
Antes que o trecho desde os portões ate a casa real fosse completo e o doce gosto de voltar a comodidade do lar pude-se ser alcançado Halmir convocava seus filhos e os lideres da guarda e dos destacamentos citadinos para um conselho de guerra. A assembléia de tantos homens a principio Assustou Halik que parecia estar exposto a diversos homens que realmente pareciam saber o que faziam, enquanto ele, nada era considerando-se a situação a ser tratada. A discussão a principio parece dedicada a táticas e movimentação logistica. Halik pouco entendia e tampouco interessava-se. Apenas Yakrib, o capitão e segundo em comando dos exércitos de Miribad, despertava a atenção de Halik. A eloquência do capitão ecoava pelo salão de teto de peles de forma a aparentar que, mesmo debaixo do corpo atarracado e endurecido pela vida militar, havia um exímio diplomata na sala. Não que Halik já não conhecesse o capitão, mas pelo fato de conflitos não serem comuns a assembléia e o desenrolar das discussões salientava um lado do capitão que Halik ainda nao tinha visto. -Infelizmente não temos muito o que fazer em relação a "táticas complexas". A decisão do ataque apesar de tomada deve ser vista em um plano amplo. O saque da cidade é apenas temporário. Depois de Tamarid, Sabatha e Carna também devem cair. Os Mercadores nao podem param o expansionismo, o nosso dever é apenas demostrar valor e bravura os quais nos farão ganhar o favor do povo.- Explicou tacitamente Yakrib. Os punhos apoiados na mesa envoltos em braceletes de ouro ostentavam nao somente riqueza, mas tambem faziam da pose imponente um aditivo ao seu discurso direto que angariou a atenção de todos. O silêncio acompanhou o discurso e o rei apenas acenou positivamene com a cabeçao, gesto que ratificou as idéias do discurso e finalizou a assembléia.
Enquanto o barulho das pessoas levantando-se e o ruido das conversas que seguem reuniões como esta começaram Halmir levou ambos filhos para o arsenal. Lá homens já treinavam na luta de espadas e formaçcões de infantaria. Escudo brancos com touros negros pintados ornavam as paredes do edifício quadrado o qual era desprovido de teto no átrio central. Halik sentou-se em um banco de cedro negro enquanto observava a movimentação dos guerreiros no recinto. Seu pai os havia trazido ali para treinar certamente, pensou Halik, mas o velho Halmir tinha outros planos.- Enquanto estivermos em campanha nao lhes pedirei muito. Todos sabemos que nao viveremos para sempre, então se a morte mostrar-se próxima, não demonstrem fraqueza.- Falou de modo seco o pai, demonstrando um pouco de desconforto com assunto tão delicado.- Hah, nós não nascemos para morrer, mas sim para conquistar, Altsar sabe disso.- Zombou o orgulho-so Shahar enquanto levantava-se e brandia sua espada no ar de forma exibicionista. Halik pensava muito no momento e sabia que as palavras do pai pareciam mais destinadas ao seu primogenito do que ao seu casula.- Nós nao vamos morrer pai- Gaguejou finalmente Halik, palavras que praticamente machicaram sua garganta seca. Não sabia realmente o que falar e sabia que havia soado estranho e sem confiança. Seu pai apesar dissso não tardou em responder.- Não Halik, nós nao vamos morrer- E com o clima tenso chegando ao fim Halim convocou os guerreiros para um treinamento em formações. A guerra estava próxima e Halik não podia mais escapar dela.
Enuanto o dia progredia e homens da elite nobre da cidade lutavam em formações usano suas armaduras de escamas douradas a mente de Halik estava apenas interessada na grande recompensa que uma noite de sono se tornara. O sol inclemente de verão finalmente dirigia-se ao seu leito em meio as dunas, tochas e lamparinas eram acesas e o treinamento chegara ao seu fim. Os ombros dos soldados estavam esfolados pelo peso exercido pelas armaduras e a luz das tochas fazia os torsos banhados de suor brilharem. Halik finalmente voltava para casa, mas antes visitaria o harém real, antes porém, precisava atravessar os corredores estreitos de Miribad. O caminho era cheio de becos escuros e o vento agora sobrava frio, fazendo o suor sobre a pele um castigo. Halik mantinha passos rápidos enquanto a aflição do pensamento sobre a morte e o que o esperava além da vida o atormentava. Rompendo sua reflexão ao esmagar um rato que corria entre o chão areioso, pragueejou contra o animal imundo, mas antes de continuar com os passos no seu ritmo normal ouviu gritos erromperem da rua a sua esquerda. Os gritos eram familiares e um deles era sem dúvida o de Shahar. Correndo com o medo inundando sua mente na mesma proporção que a adrenalina inundava seu sangue a hesitação relampejou a mente de Halik, mas o que seria de sua vida se não cumprisse com seu dever com o irmão? Com os pensamento amordaçados em seu peito adentrou na taverna de luz fraca enquanto o corpo de um homen arrebentava a mesa logo em frente a porta. A fúria do seu irmão emanava dos seus olhos e o que a mente aflita de Halik transformara em um assassinato era na verdade um briga corriqueira numa das tavernas mais imundas de Miribad. Socos e chutes desmancharam a resistência à Shahar e a estatua de expressão mortal agora começava a dar gargalhadas ébrias. Halik jogou-se em um banco e com um pouco mais de racionalide diagnosticava seus penamentos perturbados. O que o fazia pensar dessa forma? Ele não encontrava respostas e tentava buscar um foco que fizesse sua mente não ser sucetivel a fraquezas que o corroessem de forma tão violenta.- Foda-se, foda-se essa merda.- Cuspiu as palavras com os dentes cerrados e correu. Correu o mais rapido que pôde. As pernas falhavam com tropeços constantes até que os portões foram alcançados. A areia fazia os passos desacelerarem e o o vento castigava o rosto descoberto com grão de areia. O peito arfava com força e enquanto as sua pernas o aguentaram Halik correu, caindo no topo de um duna seus joelhos encontraram o chão enquanto a tristeza que o assombrava fazia tudo não ter importancia. O canaço o ar frio e a areia que o chicoteavam, nada disso era castigo pior que ter sua mente turva por pensamentos tão pesados.Halik gritou enquanto espancava o chão com seus punhos cerrados. O espírito resoluto o qual buscava não chegava nunca e parecia não mais depender dele o fato de ser amaldiçoado pelo pensamento de que a morte o encontraria e raptaria seus dias de conforto e reinado que sempre ilustraram sua visão de futuro despreocupado. A alma sobrecarregada precisava ser domada por algum tipo de pensamento e ele, sabendo de sua posição, precisava tomar alguma atitude a respeito. O seu orgulho agora inclinava-se perante a noção de impotência que o acabaou levando em direção a Ad Hut.


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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Rogerio Rocha em Dom Nov 06, 2011 8:06 pm

Stigmata,
Inclui uma figura apenas para ilustrar seu texto, se achar uma ilustração que seja mais fiel á obra, altere ok.
Abs,

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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Stigmata em Dom Nov 06, 2011 8:26 pm

valeu. Acho q eu vo experimenta um desenhos mais tarde quando as histórias já estiverem mais completas e tal

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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por nandokiss em Seg Nov 07, 2011 8:28 am

gostei.
o primeiro barbaro, voce ja pensou num nome para ele?
seus contos sao ricos em detalhes...

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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Stigmata em Seg Nov 07, 2011 3:30 pm

realmente ainda não pensei num nome. Como eu disse, era praser um cara meio conan, mas não exatamente ele hehehe.

O outro conto eh mais voltado a um personagem q vive no deserto. algo como um árabe dos tempos biblicos. Ainda adicionarei um terceiro personagem. Esse provavelmente proveniente de... enfim, deixa pra lá, sem spoilers hehehe

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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Rogerio Rocha em Dom Dez 04, 2011 9:38 pm

Stigmata,
Depois de tanto tempo, consegui ler seu conto agora noite...

Gostei bastante do 1* conto, do bárbaro que na minha opinião, se encaixa perfeitamente no perfil do Conan, fora algumas características na personalidade que soam um pouco diferentes, fiquei com gostinho de saber qual o final da história, você deveria ter finalizado pô... e faltou descrever o pensamento do Bárbaro no momento que sua companheira de aventuras ficou nua, com certeza ele deve ter ficado excitado apesar do perigo que corria...

O conto de Halik não consegui adentrar na era do personagem, talvez por ter emendado os 2 contos, ou talvez por você não fazer uma descrição de tempo, era, etc... mas reconheço que também é um texto muito legal, mas na minha opinião não dá para ler os 2 em sequência, sem fazer confusões na cabeça...

Se eu fosse te dizer em qual perfil de escritor tu se encaixa, diria que seria bem complicado, no entanto seria "mais ou menos" assim:

Voce é detalhista como Tolkien, descreve uma aventura de um personagem no mínimo inspirado na obra de Robert E. Howard, mas usa tons de ficção e ocultismo de Lovercraft. Acredito que você leia bastante, e tenha boas referências para suas idéias, eu deixo meus parabéns e acho que você leva jeito nisso heinnnnn.




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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Stigmata em Qua Jul 18, 2012 3:10 pm

valeu rogério, acho q eu tenho essa qualidade -as vezes problema- do alto detalhamento. Eu queria criar 3 personagens que tivessem oposições tanto culturais quanto motivacionais e que cada um tivesse um conflito interno por resolver, no caso do bárbaro seu individualismo, no caso de halik a insegurança e o terceiro personagem ficou só no papel mesmo hehehe. Essas 3 presonagens eventualmente colidiriam no plot maior que eu tinha bolado na cabeça mas nunca esquematizei no papel, sabe como é quando a inspiração termina é melhor não continuar pq daí o perigo de escrever algo superficial é grande demais.

esses dias eu comecei uma história suburbana/marginal ambientada numa distopia a lá madmax (o primeirão) e que comecei a levar fé. Inclusive vou postá-la num tópico separado.

De qualquer forma valeu pelo apoio e espero algum dia poder dar continuidade à história Very Happy

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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Rogerio Rocha em Sab Jul 21, 2012 6:55 pm

Demorou!!!

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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Stigmata em Sex Jul 27, 2012 6:24 pm

opa gurizada, boas (ou más) notícias hehehe. Tomei vergonha na cara e passei essa última semana escrevendo, estudando e lendo pra ganhar inspiração e continuar a história q estava a criar. Já avancei bastante no desenvolvimento de alguns personagens e após ler bastante sobre mitos gregos e formas de pensamento comecei a bolar um plot maior (ainda não completo) pros personagens dos diversos contos. Vi que a forma do fórum impede que eu poste um livro inteiro aqui, e que é chato pra caramba ficar lendo no pc. Pensando nisso resolvi que vou imprimir assim q o "livro" ficar pronto e mandar por correio na faixa pros 3 irmãos de armas que me passarem uma MP primeiro. Vou tentar, além disso, colocar uma versão em pdf no media fire. Então eras isso, valeu mesmo pelo apoio e feedback que a galera deu e espero estar com algo pronto em breve. Very Happy

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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Rogerio Rocha em Sex Jul 27, 2012 7:33 pm

Stig o que é MP?

sorry pela ignorância...

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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Stigmata em Sex Jul 27, 2012 7:54 pm

significa Mensagem Privada. Logo a baixo de cada avatar tem um botãozinho pra mandar MPs pros membros hehe. Pra checar as tuas MPs tem uma sessão no topo da página, ao lado da FAQ, Loggin e Portal

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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Stigmata em Ter Ago 14, 2012 1:29 am

fala gurizada, finalizei o primeiro conto (aquele que havia postado no início do tópico) e nas próximas semanas estarei desenvolveno os outros contos que darão sequência à história (entre eles o de Halik e o de um terceiro protagonista). Por enquanto a hsitória está cheia de lacunas e perguntas a serem respondidas. A ação do conto deixa muitas brechas e os diálogos não respondem todas as questões. O conto é um mix de cultos lovecraftianos com barbarismo e lutas estilos sword & sorcery. Em parte o "incompleto" do texto é pela falta de criatividade (q eu prometo estar sanando em breve) e também para deixar o plot mais 'misterioso'. Estou disponibilizando o primeiro conto em pdf no mediafire com uma ilustração feita por mim mesmo, espero que todos curtam (nem que só um pouco) e espero também estar postando em breve os contos que dão sequência a história.

O texto é curto, 21 páginas em formatação de monografia. Desculpem se há erros gramaticais, meu word não corrige em português e desculpas também se algumas partes não ficaram claras. Espero feedback e obrigado desde já aos que baixarem.

link: mediafire.com ?67debgdh8tj1bxl

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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Rogerio Rocha em Ter Ago 14, 2012 7:49 am

Já baixei, quando conseguir ler eu opino Stig.

Obs. Essa ilustração ficou muito boa!

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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por nandokiss em Sex Set 13, 2013 6:32 pm

Oi.
Boa noite turma!

tem um site, onde se publica livros de graça.
com 70 paginas, o livro sai com capa - brochura.
pensei na galera que escreve contos de barbarismo e fantasia.

clube dos autores, o nome do site...
falou

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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

Mensagem por Rogerio Rocha em Sex Set 13, 2013 7:35 pm

Valeu brother, vou dar uma olhada lá!

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Re: Contos sobre barbarismo e ocultismo

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